
Amigos e colegas de turma da Uneb.. sejam bem vindos a este espaço. Usem e abusem quando quiserem expressar seus questionamentos sejam eles acadêmicos ou não.
Publiquem seus textos, seus pensamentos, suas reivindicações, aspirações e dúvidas e também participem adicionando comentários .
Acredito que esse espaço será um cantinho bem proveitoso para podermos expressar nossas idéias e também nossas indignações diante dos mais variados assuntos . Aproveitem e participem.
Um abraço bem carinhoso a todos vocês.


2 comentários:
Oi anne, sempre que posso acesso o blog pra ver as novidade...sei que quando você se propõe a fazer algo é de corpo e alma...dedicação exclussiva.
por isso gostaria de contribuir com textos academicos( que inclussive você conhece bem).
Sei tambem que a crítica é algo que recusamos(não aceitamos) mas que precisamos sempre.E´o que nos faz melhor.
um abraço.Berg
CARVALHO; José Murilo de. OS BESTIALIZADOS: O Rio de Janeiro e a República que não foi.
- São Paulo, Companhia das Letras, 1987.
Com o advento da Proclamação da República nas ultimas decadas do seculo XIX e inicio do seculo XX, o Rio de Janeiro se tornou a capital do Brasil republicano continuando a desenvolver-se em ritmo acelerado, consolidando sua posição de centro político, administrativo e financeiro desde o Império.
Tornou-se um núcleo urbano movimentado, com uma grande pluralidade étnica em função principalmente da recente abolição da escravidão e do transito de imigrante em busca de trabalho assalariado que, inclusive fez com que a sua população aumentasse de forma rápida e desordenada, chegando a uma estimativa de 500 mil habitantes.
Com o inchaço da cidade, houve o agravamento de diversos problemas sociais relacionados ao aumento da pobreza e que se agravaram ainda mais com a crise habitacional. A Cidade Velha era o foco principal da multiplicação das habitações coletivas, onde problemas como o abastecimento de água, e a falta de sanitários, aumentavam os surtos de endemias como a varíola, febre amarela, cólera e ás já existentes malária e tuberculose.
Varias campanhas de erradicação feitas pelos governos da época, não foram bem recebidas pela população .Houve muitas revoltas populares, entre elas, a Revolta da Vacina, de 1904, que também teve como causa a tomada de medidas impopulares, como as reformas urbanas do centro, Vários cortiços foram demolidos e, a população pobre da região central, deslocada para as encostas de morros, na zona portuária e sobretudo os morros da Saúde e da Providência. Tais povoamentos cresceram de maneira desordenada, dando início ao processo de favelização.
Estes deslocamentos maciços de populações para os subúrbios,teriam também como principio o controle das endemias e o afastamento das população perigosa formada por ladrões, prostitutas , engraxates, capoeiras, desertores da Marinha e de navios estrangeiros,ciganos, ambulantes,tropeiros, criados, ratoeiros,recebedores de bondes,carroceiros,floristas,bicheiros, jogadores,receptadores e pivetes no projeto de urbanização da cidade.
Contudo essa política de mobilização urbana contribuiu para que a mesma se afastasse da incorporação da vida publica citadina como participe, inviabilizando o acesso aos meios políticos e culturais republicanos e relegando-os a manter sua participação basicamente aos recursos mais próximos das estruturas comunitárias, como as associações, irmandades, grupos étnicos religiosos.
widemberg
História-uneb
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